O Natal dos Coopers

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03.12.2015

A premissa do Natal é ser um momento de celebração e confraternização, que estimula sentimentos como a benevolência, o amor e a solidariedade. Não é bem assim com a família Cooper.

Charlotte (Diane Keaton, de Alguém Tem Que Ceder) e Sam (John Goodman, de Argo) estão juntos há 4 décadas, mas aparentemente este romance está prestes a acabar. Sonhos não realizados e frustrações acumuladas por 40 anos minaram o casamento, e os dois decidem vivenciar um último Natal em família antes de expor a situação aos seus parentes.
Marisa Tomei (Tudo pelo Poder) interpreta Emma, a ciumenta irmã de Charlotte. Ela é mesquinha na escolha do presente por considerar que sempre foi ofuscada pela irmã mais velha. Ao tentar furtar uma jóia, é presa, e no caminho para a delegacia, rompe a armadura do oficial que a conduz, e do banco de trás da viatura, lhe dá conselhos de vida.
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Bucky (Alan Arkin, de Pequena Miss Sunshine) é um idoso cavalheiro que frequenta todos os dias um café que serve comida ruim, apenas para ver e conversar com sua garçonete preferida, a jovem Ruby (Amanda Seyfried, de Mamma Mia! – O Filme), que está prestes a se mudar para o meio do nada para perseguir uma “excelente oportunidade como garçonete”.
Por um segundo voltamos a acreditar em Papai Noel quando a câmera fecha um close no olhar de Eleanor (Olivia Wilde, de Tron: O Legado), filha de Charlotte e Sam, que recrutou no saguão do aeroporto um atraente militar republicano para fingir ser seu namorado por uma noite, mas a fantasia instantaneamente é quebrada pelo roteiro que não se sustenta.

Jessie Nelson dirigiu o tocante Uma Lição de Amor em 2001 e parece ter perdido a mão neste sabático de 14 anos. O roteiro alterna as múltiplas histórias como uma hidra de 7 cabeças, para no final, previsivelmente, se reunirem num corpo único, porém ainda assim, uma aberração.
Atores talentosos e consagrados parecem deslocados no filme, e apenas entregam suas falas, como que lendo o roteiro ao invés de interpretar.
Há uma pérola na propaganda que diz: se você não sabe como encerrar um comercial, coloque um cachorro abanando o rabinho — e adivinhem, o cachorro está lá!
Nota:

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AUTOR

Atilio Comper Neto

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