A luz do letreiro de neon pisca freneticamente. O som de passos apressados ecoa pelos corredores vazios. E lá está ela, com o telefone ainda na mão e o terror nos olhos, tentando escapar do que parece saído diretamente de um slasher dos anos 1980. Mas calma, isso aqui é 1994. Ou pelo menos a versão sangrenta e alucinada que a diretora Leigh Janiak imaginou — e, olha, ela se divertiu muito.

Inspirado no universo literário de R.L. Stine (sim, o cara dos “livros de terror pra quem ainda tá pagando meia-entrada no cinema”), o filme mergulha de cabeça num mar de referências: tem máscara de caveira, música do Garbage, luz estroboscópica e litros e mais litros de sangue. O mais curioso? Tudo isso funciona. Funciona porque Rua do Medo: 1994 sabe exatamente o que quer ser: um parque de diversões para fãs de horror com nervo exposto.
Kiana Madeira segura bem a barra como Deena, a protagonista sarcástica e corajosa que lidera um grupo de adolescentes meio ferrados, meio apaixonados, totalmente azarados. O carisma do elenco jovem é parte do charme do filme, que equilibra piadas afiadas com mortes que fariam o Jason abrir um sorriso (se ele tivesse boca).

A trilha sonora é um espetáculo à parte — praticamente um LP da época prensado em forma de susto. E o ritmo? Acelerado o suficiente pra você se esquecer de que já viu esse filme antes… mesmo que em outra encarnação, com outro nome, outro vilão e o mesmo machado.





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