Kong: A Ilha da Caveira

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09.03.2017

O reboot do lendário monstro do cinema é mais um sucesso estrondoso para a Warner Bros.

Os diálogos podem ser desajeitados, o elenco incrível está emulando bem a temática dos anos 70 e, sim, a gente já viu tudo isso antes. Mas o Kong de Kong: A Ilha da Caveira é quase irresistível.

Ambientado em 1973, exatamente quando os EUA saíram do Vietnã, este épico maluco apresenta uma trilha sonora matadora e uma aura de Apocalypse Now que não vemos a algum tempo. O filme começa em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Dois aviões, um americano e outro japonês, são abatidos em pleno combate aéreo. Os pilotos sobrevivem, chegando a uma ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong.

De volta aos anos 70, Bill Randa (John Goodman, de Argo) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson, o Nick Fury da Marvel), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston, o Loki da Marvel) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson, a futura Capitã Marvel da Marvel).

O filme é o segundo de um eventual universo de monstros gigantes imaginados pela Warner Bros e iniciado com Godzilla em 2014. E o filme acerta, assim como seu antecessor (mesmo que de uma forma diferente).

Jordan Vogt-Roberts está super confortável na direção do filme, mesmo que seu filme anterior (o indie Os Reis do Verão) não tenha nada a ver com esse universo de filmes arrasa-quarteirões. Enquanto isso, o elenco se diverte com o roteiro de Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly, apesar de todos os clichês do gênero.

O que tira Kong: A Ilha da Caveira do pântano de clichês é a ação. Toda criatura presente no longa – de lagartos gigantes a aranhas e búfalos com tamanhos astronômicos – são maravilhas dos efeitos especiais. O que mais podíamos esperar? Pegue sua pipoca e aproveite a vista desse monstrão na década de 70.

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AUTOR

Felipe Fornari

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