Minions & Monstros

(2026) ‧ 1h30

Pedro Fonseca

“James, lonely Minion baboi, me mé comarino solo-solo, wanta maka own monstro-cinema in Hollywoodo 1920 banana-time. Pwede na! James oopsie poop accidentally bomba-open baduga monstros from big spooky comarino. Bee do! Bee do! Big creatures yakitori everywhere and make po ka-chaos for all planeta!

Bello yellow crew see baduga and say, “Kam-nen! Kum-ba-ya!” All Minions band together para tu save planeta from giant po ka-chaos and monstro mayhem they banana-created themselves. Eek! Ooh poop! But with ba-na-na power and he-he-he courage, the yellow babois fighta-fighta to save the world!”

Escrito por Brian Lynch e Pierre Coffin, dirigido por Coffin, estrelado por Pierre Coffin, Trey Parker, Allison Janney, Christoph Waltz, Jeff Bridges, Zoey Deutch, Bobby Moynihan, Phil LaMarr e George Lucas, Minions & Monstros é o sétimo longa da franquia Meu Malvado Favorito e o terceiro dos “Prequels” dos Minions.

Através das eras, os minions em sua busca incessante pelo vilão perfeito chegam até a Hollywood dos anos 1920, e é lá que James, um criativo Minion se apaixona pelo cinema, e após diversos filmes estrelados por ele e sua turma, o cinema sonoro chega, fazendo com que os amarelos que não dizem ‘coisa com coisa’ sejam demitidos, levando-o a correr em busca de sua nova paixão, o filme perfeito para ele e seus caóticos amigos, o Minions & Monstros.

Acredito que o termo técnico para descrever essa obra seja “incrivelmente besta”, é cada absurdo jogado na tela que eu estou rindo sozinho até agora lembrando das piadas e das esquetes. É impressionante o nível de insanidade e criatividade das cenas, dos “diálogos” e da história como um todo.

Em Minions & Monstros nós acompanhamos mais uma aventura Minion, agora avançando sobre a Hollywood dos anos 1920, marcada pela insana liberdade criativa, repleta de humor ácido, comédia pastelão, referências do horror cósmico, como Cthulhu, Nyarlathotep, (e claro) Howard Philips Lovecraft, crítica social, desenvolvimento tecnológico, o espírito da época, e a magia do cinema em moldar a realidade dentro e fora das telas, nos enganando o tempo todo.

O primeiro ponto positivo que se nota é a imagem (gráficos Insanos, como diriam os gamers), os aspectos artísticos e visuais servem muito bem a narrativa, está dentro do que se espera de um filme dos Minions, e os aspectos técnicos atualizam para a tecnologia atual, com mais refinamento, profundidade e detalhes.

Na sequência temos uma tonelada de elementos narrativos, como as já apontadas referências ao terror, e da chamada “era de ouro” do cinema, a magia e a tecnologia colidem demonstrando diferentes aspectos narrativos, as vezes até mesmo antagônicos, mas ambas auxiliando os personagens a conquistarem seus sonhos, paixões e propósitos, sendo esse o ponto central do longa.

Já os pontos negativos são mais pessoais, já que por algum motivo eu mesmo indo às cegas para a sessão, achava que iria assistir algo mais infantil, mas, logo de início o filme já demonstra visualmente ser mais pesado com bastante violência, cena com conotação sexual, e conotação de morte, ainda que não aconteça. Por isso é bom ficar atento a classificação indicativa. Além disso, eu não sei dizer os temas, principalmente os relacionados ao Horror Cósmico são de conhecimento do público em geral, e isso pode despertar curiosidade, mas, talvez possa estragar a imersão de uma maneira mais profunda.

A nova sequência de Minions, sétimo capítulo da franquia Meu Malvado Favorito, está imperdível, sendo assim, embarque no trem da alucinação coletiva, repleto de referências cinematográficas e literárias na bagagem, e assista Minions & Monstros, um metafilme satírico e inteligente para rir, morrer de vergonha, rir mais um pouco, e… não levar os seus filhos pequenos.

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