X-Men: Primeira Classe

"X-Men: Primeira Classe" não é fiel aos quadrinhos mas sim à franquia

06.06.2011 │ 09:26

06.06.2011 │ 09:26

"X-Men: Primeira Classe" não é fiel aos quadrinhos mas sim à franquia

“X-Men: Primeira Classe” não é exatamente fiel aos quadrinhos, mas certamente é à franquia.

Enquanto Erik (Michael Fassbender) vê sua mãe fuzilada pelos nazistas e cresce nas mãos do vilão Sebastian Shaw (Kevin Bacon) – que, ao concluir que os poderes do futuro Magneto são desencadeados pela dor e pela raiva, “educa-o” de forma pouco convencional num campo de concentração e sonha com uma sociedade comandada por mutantes -, Charles Xavier (James McAvoy), cresce no seio de uma família milionária e não sofre nas mãos da humanidade, nem na guerra nem como alvo de intolerância, pois passa despercebido como telepata. Marcadas as premissas, a história se desenrola.

Kevin Bacon, em entrevista sobre o filme, disse: “It’s really well-shot, well-written and well-acted”. E não mentiu. Todos os fatores contribuem igualmente para a atmosfera da obra dirigida por Matthew Vaughn, sólida e empolgante.

A direção de câmera e os efeitos especiais estão na medida certa, estando mais em sintonia com do que em destaque em relação a todo o resto. A trama é muito bem tecida e faz um link crível com o primeiro filme, de 2000. McAvoy e Fassbender estão brilhantes em seus papéis, ambos seguros, carismáticos e dando aquele “algo a mais” que torna o ator, e não o personagem, memorável. Quanto ao resto do elenco, acredito que apenas Zoë Kravitz – Angel – e Jason Flemying – Azazel – poderiam não ter dado o ar da graça. O casting, na verdade, a faixa etária predominante envolvida, pode incomodar, entretanto pode ser relevada, afinal estamos no “passado” dos heróis.

O diálogo entre “ficção e fatos reais” pode vir a ser visto como exagerado ou mesmo deslocado por alguns, mas o fato é que se deve ter em mente que se trata de uma ficção, um gênero em que licenças e descompromisso são simplesmente permitidos. Outros podem vir a criticar o retrato estereotipado dos soviéticos, entretanto, o que seus líderes tem de ingênuos e suscetíveis, os líderes americanos tem de arrogantes e suscetíveis, portanto o estereótipo está dos dois lados.

“X-Men: Primeira Classe” tem, é claro, algumas coisas que incomodam, todavia, os pontos positivos superam em muito os negativos, que caem no esquecimento, e, aos fãs, são reservadas participações especiais e piadas deveras agradáveis.

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