X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

"X-Men: Dias de um Futuro Esquecido" é o melhor filme dos mutantes até aqui

22.05.2014 │ 20:25

22.05.2014 │ 20:25

"X-Men: Dias de um Futuro Esquecido" é o melhor filme dos mutantes até aqui

Livremente adaptado do clássico das HQ’s, escrito por Chris Claremont, o maior nome das histórias de X-Men, “Dias de Um Futuro Esquecido” reúne os personagens mais conhecidos na série cinematográfica (Wolverine, Professor X, Tempestade, Kitty Pryde, Homem de Gelo, Colossus e Magneto) com alguns novos membros (Bishop, Warpath, Mancha Solar e Blink) em um futuro distópico, onde os robôs caçadores de mutantes (Sentinelas) praticamente exterminaram os mesmos. Os poucos que sobram, são encarcerados em campos de concentração, juntamente com os humanos que os ajudaram.

A única maneira que os X-Men acham para derrotar as Sentinelas é enviar um deles telepaticamente para o passado, a fim de impedir o assassinato que pavimentou o caminho para o holocausto mutante. Os fãs mais entendidos saberão que, nos quadrinhos, é Kitty Pryde quem viaja no tempo a fim de alertar seus companheiros de equipe. No filme, o argumento inicial é que apenas o Professor X é um telepata forte o suficiente para fazer o trabalho, mas já que ele não pode suportar fisicamente uma “viagem” como estas quem é enviado é Wolverine, que pode se regenerar na mesma medida que sua mente é destruída no processo.

Ao acordar em 1973, em seu corpo mais jovem, Logan deve procurar Xavier, que se tornou uma versão fracote do homem conhecido em “Primeira Classe”. Depois de todas as perdas que o mesmo teve, ele passou a última década lastimando-se por não poder andar. Com a perda de seus poderes, o único que permaneceu a seu lado foi Fera, cujo milagroso soro faz Xavier recobrar suas pernas, mas também o faz perder seus poderes psíquicos. Mas Charles não vê problemas nisso, uma vez que assim não precisa ouvir as vozes e sofrimentos de todos ao seu redor, depois de ser deixado por sua irmã de criação Mística e seu amigo Magneto.

Nesse passado, Mística mostra-se a chave para mudar o futuro. Ela está numa empreitada para assassinar o Dr. Bolivar Trask, que inventou as Sentinelas e vêm fazendo experimentos com os mesmos. A fim de rastreá-la e evitar que o DNA dela seja implantado nas sentinelas para incrementá-las, tornando-as indestrutíveis, eles precisarão de Magneto e Peter Maximoff (o Mercúrio). A partir daí, o filme torna-se uma corrida contra o tempo para parar Mística, restaurar a esperança de Xavier e impedir que os X-Men do futuro sejam aniquilados.

Este enredo se baseia em muitos conceitos já utilizados em várias ficções científicas, mas mesmo assim parecem renovados ao serem utilizados por Brian Singer (que dirigiu o primeiro dos filmes da franquia 14 anos atrás). Ele e o roteirista Simon Kinberg conseguem equilibrar os elementos com relativa pouca confusão e no processo tentam minimizar os vários furos que a franquia foi criando em sua cronologia ao longo de suas continuações.

Como aconteceu no reboot de J.J.Abrams para “Star Trek”, o filme dá a cada um de seus personagens algum momento importante. É muito inteligente, também, a forma como o filme conseguiu dar ainda mais destaque para as maiores estrelas do momento, principalmente Jennifer Lawrence (que ganhou um Oscar recentemente e chama muita atenção com sua atuação em “Jogos Vorazes”), mas sem deixar o elenco antigo de lado, criando uma visão saudosista sempre que os mesmos estão em tela.

Mas a maior surpresa do filme é, na verdade, o personagem que era o mais mal falado na internet durante a produção do longa: Mercúrio. Sim, Mercúrio é incrível, e na sua única cena ele nos faz babar com os efeitos da sequência. E isso é mais um exemplo de que não devemos julgar um livro pela capa.

As sequências de ação do filme num todo são extremamente bem arquitetadas e envolventes. Singer não se perde nesses momentos e o espectador sabe o que está acontecendo em cada uma das batalhas, mesmo estando povoada de mutantes e diferentes poderes.

“Dias de um Futuro Esquecido” não trás nada de novo ao gênero dos quadrinhos. Mas é um filme sólido e comprometido com sua própria franquia. Resolve os problemas deixados nos longas anteriores e cria brechas para um futuro brilhante. O filme permite que a série seja redefinida e levanta grandes questões de para onde X-Men, passado e futuro, podem ir a partir daqui.

O Veredito:
“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” é o filme mais ambicioso dos mutantes no cinema e também o melhor realizado.

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