M3GAN

(2022) ‧ 1h42

23.01.2023

Habitantes dos cantos escuros da internet, sejam todos muito bem-vindos a mais uma crítica cinematográfica

“Após um trágico acidente familiar, a jovem, – e agora órfã – Cady, vai morar com sua tia Gemma, uma mulher solteira totalmente focada em seu trabalho como cientista robótica em uma empresa de brinquedos tecnológicos. E o drama de criar sozinha uma inesperada criança só escala quando sua boneca ganha vida própria”.

Escrito por Akela Cooper, dirigido por Gerard Johnstone e estrelado por Violet McGraw (Viúva Negra), Allison Williams (Corra!), Amie Donald, Jenna Davis, Brian Jordan Alvarez, Jen Van Epps, e Ronny Chieng, M3GAN é um terror moderno mistura nuances de diversos gêneros e subgêneros como horror tecnológico, drama, suspense psicológico, e com algumas doses de humor para deixar tudo mais leve e palatável ao grande público.

Disparado uma história para a confecção de um razoável “Filme B”, a produção da Blumhouse Productions (Drop: Ameaça Anônima), Atomic Monster e Divide/Conquer elevou o nível, e transformou em um ótimo entretenimento, principalmente para quem busca um longa com variação de tons ao longo da jornada.

Durante o primeiro ato o foco é na apresentação dos personagens principais, mas, principalmente, na dinâmica familiar sofrível entre tia e sobrinha, muito bem expressada pelo roteiro e atuação das atrizes envolvidas. No segundo ato o foco é na inserção de M3GAN no seio familiar, e em como se dá essa nova dinâmica, e o desenrolar de toda essa problemática.

Em determinada camada mais superficial, a obra é um entretenimento divertido, mas, em uma camada um pouco mais profunda, é um retrato de uma configuração familiar atual e degradada, com crítica social sobre o avanço tecnológico e sua ampla utilização, sobre uma falha dinâmica familiar, fuga das responsabilidades, luto, entre outros.

Impossível saber sobre essa produção e não lembrar do clássico de 1988, Brinquedo Assassino, a diferença aqui é que M3GAN é fruto do desenvolvimento tecnológico, enquanto Chucky é movido pela alma de um assassino em série degenerado, no entanto, ambos presentes em brinquedos que deveriam fazer companhia para doces crianças.

Em um filme como esse, pontos positivos e negativos vão muito do gosto do espectador. Pessoalmente, achei que as mortes poderiam ter sido mais “saborosas” e explícitas, e o tom do filme ter sido mantido em um nível mais sério, porém, entendo que de maneira geral, uma característica negativa evidente para todos é de ser um filme que aponta para muitos lados ao mesmo tempo sem focar realmente em um único estilo, perdendo um pouco do equilíbrio e identidade.

Dito isso, entre altos e baixos, 3 de 5 é uma boa nota para M3GAN.

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AUTOR

Pedro Fonseca

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