Missão: Impossível – O Acerto Final

Onde assistir
"Missão: Impossível - O Acerto Final": O tempo contra Ethan Hunt

Missão: Impossível – O Acerto Final entrega exatamente o que se espera de um capítulo final de franquia: um espetáculo grandioso, cheio de ação, um vilão à altura e o protagonista empurrando seu próprio limite físico até onde for possível. Mais do que um filme, é uma declaração de amor de Tom Cruise ao cinema de ação – e à tela grande. A trama pode parecer complexa, mas o coração da história é simples: Ethan Hunt corre, pula, escala e voa para salvar o mundo. E isso nunca cansa.

Desta vez, assim como no anterior, a ameaça é uma Inteligência Artificial maligna chamada “a Entidade”, que manipula a verdade e mina a confiança entre as nações por meio de deepfakes e mentiras digitais. Em tempos de desinformação e paranoia tecnológica, Missão: Impossível – O Acerto Final acerta ao trazer um vilão que não tem rosto, mas é assustadoramente real. A corrida de Ethan contra essa ameaça invisível é tanto uma metáfora para a nossa época quanto um convite para mergulharmos numa fantasia escapista como apenas a franquia Missão: Impossível consegue fazer.

Ao lado de veteranos como Luther (Ving Rhames) e Benji (Simon Pegg), Ethan conta com a presença cada vez mais destacada de Grace, vivida por Hayley Atwell, que se firma como um dos melhores acréscimos recentes à equipe. A dinâmica entre eles adiciona leveza e frescor à trama, sem comprometer o senso de urgência. E o filme ainda introduz o carismático Capitão Bledsoe (Tramell Tillman), que rouba a cena e poderia facilmente liderar um novo spin-off.

O espetáculo visual, claro, é o grande chamariz. Não falta o tradicional momento “Tom Cruise desafiando a morte”, desta vez pendurado na asa de um avião em pleno voo. E, como manda o figurino, temos também a esperada cena do ator correndo em plano aberto – quase uma assinatura da franquia, que nunca perde o fôlego. Esses momentos beiram o absurdo, mas é justamente aí que reside o charme da série.

O filme sabe rir de si mesmo, mas nunca trai o tom épico que construiu ao longo dos anos. A estrutura inclui até mesmo uma montagem nostálgica com cenas dos filmes anteriores, lembrando que essa é uma despedida. Ainda assim, o roteiro se mantém coeso e direto, mesmo quando mergulha em reviravoltas mirabolantes envolvendo submarinos russos e chaves cruciformes que prometem salvar o mundo.

É interessante perceber como Tom Cruise, hoje, se aproxima mais de figuras lendárias do cinema mudo, como Harold Lloyd, do que de astros contemporâneos. Sua entrega física remete ao tipo de cinema onde o corpo do ator era o efeito especial principal. Ele desafia a gravidade, o tempo e talvez até a lógica, tudo em nome da experiência cinematográfica mais imersiva possível. É impossível não admirar.

Missão: Impossível – O Acerto Final pode não reinventar a roda, mas celebra com estilo tudo que fez da franquia um marco. Se for realmente o último capítulo (o que nunca é garantido em Hollywood), encerra com dignidade e energia uma saga que sempre entregou mais do que prometia. Uma corrida daquelas de tirar o fôlego!

Conheça os demais filmes da franquia

Clique nos pôsteres para ler nossa crítica sobre o filme.

MISSÃO: IMPOSSÍVEL
(1996)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL 2
(2000)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL 3
(2006)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA
(2011)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA
(2015)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL - EFEITO FALLOUT
(2018)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL - ACERTO DE CONTAS: PARTE 1
(2023)

MISSÃO: IMPOSSÍVEL - O ACERTO FINAL
(2025)