Habitantes dos cantos escuros da internet, sejam todos muito bem-vindos a mais uma crítica cinematográfica que vai deixar Todo Mundo em Pânico.
Escrito por Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans, and Rick Alvarez, dirigido por Michael Tiddes, e estrelado por Olivia Rose Keegan, Sydney Park, Savannah Lee May, Ruby Snowber, Cameron Scott Roberts, Gregg Wayans-Benson e mais grande elenco. O filme é uma paródia de horror que vai te fazer rir na mesma medida que vai te chocar.
“26 anos do ataque original, o serial killer mascarado retorna para perseguir não somente os sobreviventes, mas, para atacar um novo grupo”.

…Ou basicamente, Pânico 5.
Os Irmãos Wayans retornam para a franquia depois de duas décadas afastados, trazendo com eles boa parte dos atores das duas primeiras sequências, como também o estilo de humor pelo qual são conhecidos.
Principalmente baseado em Pânico de 2022, com foco nos “Reboots” sequências (Requels), revitalizações de franquias, os mais variados clichês em filmes de terror da última década, e também, crítica social generalizada – sobretudo, debochando do comportamento contemporâneo – não perdoando nada nem ninguém.
Para além de todas as referências cinematográficas do terror como Corra!, A Hora do Mal, M3GAN, Longlegs – Vínculo Mortal, Sorria, Halloween, A Substância, Terrifier 3, Pecadores, Premonição 6: Laços de Sangue e Eu Sei o que vocês fizeram no Verão Passado, também sobrou para Guerreiras do K-Pop e John Wick, ligando uma cena de luta como no primeiro filme da franquia a um filme do Keanu Reeves.
Nem todas as inserções fazem sentido dentro da película, às vezes são só uma mistura de referência nostálgica com esquete de humor para preencher o tempo, mas, que em sua maioria são divertidíssimas.
A história e roteiro são “bestas” (no bom sentido) como nos primeiros filmes da franquia, te levando através de um sonho febril a um desfecho bizarro. Em certos momentos eu ficava “Mas o que está acontecendo aqui”, passando por “não parar de gargalhar”, até eu chorar de tanto rir.

(Aliás, fiquei na sala de cinema tempo suficiente para ver que tinha uma cena pós-crédito, mais um esquete debochando de um filme atual, mas, não sei se tem mais, vocês terão que pagar para ver)
Quem disser que não existe atuação em Todo Mundo em Pânico, está deveras enganado, com destaque maior para Olivia Rose Keegan que faz Sara, filha de Cindy, mas que poderia interpretar a própria Cindy, ou ser a filha na vida real da própria Anna Ferris tamanha a semelhança das atuações e trejeitos, e claro, não podemos esquecer de Marlon Wayans e seu icônico Shorty Meeks, que rouba a cena toda vez em que aparece.
A cinematografia é bem mais caprichada do que eu esperava para o gênero, elevando a produção a um nível mais cinema do que televisão. Além de buscar recriar a atmosfera dos filmes que satiriza, sabe também inserir sua própria personalidade.
Todo Mundo em Pânico é um ótimo entretenimento, divertidíssimo, seja para os antigos fãs da franquia, quanto para quem ainda não a conhecia, mas está imerso nos filmes de terror atuais. Nota 4 de 5.





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