Resenha: “A Teoria de Tudo” é uma bonita e sincera história de amor, mas não vai além disso



O físico teórico Stephen Hawking é uma das figuras mais interessantes da ciência moderna. O homem que se comunica com o mundo exterior através de um sintetizador acoplado em um computador, diretamente de sua cadeira de rodas ainda consegue deixar as pessoas perplexas sobre a sua superação e prolificidade de suas pesquisas cosmológicas. Em “A Teoria de Tudo” (Theory of Everything, 2014), dirigido pelo inglês James Marsh, Stephen sai um pouco da cena intelectual para se tornar o marido de Jane Hawking, contando 25 anos do relacionamento que foi um pilar para a superação e desenvolvimento acadêmico do físico.

Em “A Teoria de Tudo” o relacionamento de Stephen e Jane é explorado a partir da perspectiva dela. Baseado na autobiografia de Jane, Music to Move the Stars: A Life with Stephen - lançado recentemente no Brasil, com o nome do filme, pela editora Única - o longa conta como os dois se conheceram, o diagnóstico de Stephen, a decisão de Jane em ficar ao lado dele e as turbulências de 25 anos juntos. Apesar do ar de romance veiculado na divulgação, sempre tentando se destacar no filme, em nenhum momento são escondidas as maiores dificuldades do casamento, principalmente dada as circunstâncias.



Mas é também no aspecto de mostrar a excentricidade da rotina do casal Hawking que “A Teoria de Tudo” muitas vezes se apresenta superficial e com um roteiro apressado. O diretor e o roteirista parecem estar em dúvida se focam as ações em Jane e em todo o seu percurso - planos adiados ou abandonados, a solidão e os filhos para criar - ou se apenas querem mostrar a genialidade em que com o passar do tempo Stephen Hawking vai se adaptando à doença e continua o seu projeto de encontrar respostas para o universo. Eis o problema, o longa não faz nada para nenhum dos dois, trazendo somente o velho dramalhão de relacionamentos, como se nenhum dos dois protagonistas tivesse personalidade suficiente ou fosse ter a reputação manchada caso fossem longe demais.

Apesar da força da personagem de Jane Hawking - aqui interpretada por uma adorável Felicity Jones - é difícil não destacar a atuação de Eddie Redmayne que encarou de maneira brutal e grandiosa o desenvolvimento da E.L.A. - Esclerose Lateral Amiotrófica - desde os primeiros sinais até nos momentos mais difíceis da adaptação e aceitação da doença. Apesar de toda discrição, típica inglesa, Redmayne rouba a cena do espectador cuidando da atuação nos mínimos detalhes.



É estranho que a “A Teoria de Tudo” seja vendido como um filme sobre a história de Stephen Hawking, o que na verdade não é. E se fosse o caso, James Marsh, conhecido por excelentes documentários como “O Equilibrista” e o “Projeto Nim”, juntamente com o roteirista, não teriam conseguido captar quase nada do espírito científico de Hawking. No filme os professores e colegas do físico se limitam a dizer frases como “fantástico” e “brilhante” para as descobertas e nada é muito aprofundado. Nesse quesito o tão criticado “Interstellar” deixa o jovem e genial Hawking a ver navios.

“A Teoria de Tudo” é um típico drama-romance que tem o seu início, meio e fim em tons exatos. Leva espectadores à uma emoção ponderada, uma inebriante fotografia de época embalada à uma bela trilha sonora. Mas só faz isso pelo espectador. É difícil guardá-lo como lembrança de uma obra de arte, é apenas uma bonita e sincera história de amor.

Lançamentos: Confira os lançamentos da semana de 29/01/2015



BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA)

O novo filme de Alejandro González Iñárritu chega agora aos cinemas brasileiros.

Sinopse: No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.

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Leia nossa resenha sobre o filme, por Adam George Fischler.



A TEORIA DE TUDO

A elogiada adaptação do romance que conta a história de Stephen Hawking estreia agora com várias indicações ao Oscar.

Sinopse: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.

Confira o trailer:




CAMINHOS DA FLORESTA

O novo musical do diretor de Chicago estreia nos cinemas com Meryl Streep em sua 19ª indicação ao Oscar.

Sinopse: Uma bruxa (Meryl Streep) está decidida a dar uma lição em vários personagens famosos dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Rapunzel. Cabe a um padeiro e sua esposa a tarefa de enfrentá-la, de forma a colocar as histórias e seus personagens em ordem.

Confira o trailer:


Leia nossa resenha sobre o filme, por Felipe Sclengmann.



GRANDES OLHOS

O novo filme de Tim Burton estreia nos cinemas.

Sinopse: O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.

Confira o trailer:


Leia nossa resenha sobre o filme, por Melissa Correa.



A ENTREVISTA

O controverso filme que provocou o ataque hacker a Sony chega agora aos cinemas brasileiros.

Sinopse: Por acidente, um famoso apresentador de um popular programa de televisão (James Franco) e seu produtor (Seth Rogen) são envolvidos em planos para assassinar o presidente da Coreia do Norte.

Confira o trailer:


Leia nossa resenha sobre o filme, por Emanuela Siqueira.



A MULHER DE PRETO 2 - ANJO DA MORTE

A continuação do terror de 2012 com Daniel Radcliffe estreia nos cinemas nacionais.

Sinopse: Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) foi enviado por seu escritório para regularizar os documentos de uma mansão abandonada, próximo a um vilarejo, cujas crianças morrem misteriosamente de tempos em tempos, sem que ele soubesse de nada disso. Quando começa a ter uma série de visões sinistras durante a execução de suas tarefas, inclusive uma de uma mulher vestida de preto, ele descobre que existe algo relacionado ao passado daquele local e decide investigar, provocando a ira dos moradores e a morte de mais vítimas. Agora, só o tempo para dizer se o seu instinto paternal irá ajudar a resolver esse perigoso e grande mistério.

Confira o trailer:




CÁSSIA ELLER

Chega agora aos cinemas o documentário sobre a cantora brasileira.

Sinopse: Cássia Rejane Eller. Cássia Eller. Cássia. Uma poderosa força inquieta no palco, a timidez em pessoa fora dele. Um dos grandes nomes da música brasileira, Cássia Eller marcou a década de 1990 e chocou o país com sua morte precoce, em 2001. Um filme sobre a cantora, a mãe, a mulher que expôs sua vida pessoal e rompeu barreiras, deixando um belo legado social e artístico.

Confira o trailer:

Resenha: Em "Birdman", Iñárritu dirige um elenco impecável em um dos melhores lançamentos do ano



Mais conhecido por seus filmes com múltiplas narrativas não lineares, o diretor Alejandro González Iñárritu entrega com Birdman um tipo bastante diferente de cinema, quase único eu diria, focando em um pequeno grupo de personagens que desfilam pela tela dentro de um espaço contido e controlado: o teatro.



Transitando de forma tênue entre comédia e drama, Iñárritu acompanha seus personagens de forma absurdamente fluída e orgânica, em uma série de cenas longas e sem cortes. O filme é centrado em Riggan, interpretado por Michael Keaton, ator já veterano que nunca conseguiu se desvencilhar da imagem de seu personagem mais conhecido (qualquer semelhança com a relação entre Keaton e Batman não é mera coincidência). Assombrado por essa ideia, ele resolve dirigir e protagonizar uma peça de teatro na Broadway, na tentativa de ganhar respeito como ator e também como espécie de redenção junto às pessoas mais próximas, especialmente sua família.



O filme é bem sucedido em tudo que se propõe, seja como um simples drama ou como crítica ácida à era cínica e propositalmente vazia que estamos vivenciando. Um tema tão pesado e relevante (ainda que não seja novo), que poderia se tornar enfadonho nas mãos de um diretor menos talentoso, mas que aqui se transforma em obra-prima.br/>

Resenha: Disney não faz "Caminhos da Floresta" deixar de ser sombrio



Nada mais justo que a Disney seja o estúdio por trás da adaptação cinematográfica do musical da Broadway Caminhos da Floresta, no Brasil. Afinal, quem melhor para reinventar o musical no cinema do que o estúdio que reimaginou quase todos os contos de fadas do mundo?

A Disney, juntamente com o diretor Rob Marshall transformam o universo do musical em algo um tanto quanto sombrio. A simples enunciação das palavras "Eu desejo!" trazem consequências neste mundo em que não há finais felizes, mas sim uma máxima: "vamos lidar com isso da melhor maneira possível."



Foram décadas para que Caminhos da Floresta alcançasse as telas, em parte devido a dificuldade de se adaptar um musical famoso. Há diversas dificuldades envolvidas. Você tem que encontrar o diretor correto, o elenco certo e dar o tom que una todas as partes. Ironicamente, este é o melhor momento para o filme estrear, uma vez que houve nos últimos anos uma nova leva de contos de fada sendo reinventada nas telonas.

Dos diretores atuais, Rob Marshall se prova o mais indicado para a tarefa de adaptar o musical. Ele entende o que é necessário para a fluidez entre cenas e músicas, e o sucesso de Chicago comprova isto. Quem temia que Marshall não conseguisse segurar a Disney numa limpa nos temas mais polêmicos do musical (morte, abusos sexuais e casos extraconjugais) se enganou.



Mas o grande trunfo desta produção é a presença de Meryl Streep como a bruxa "má". Ela não está perfeita nos vocais, mas consegue evocar Bernadette Peters (que protagonizou o musical na sua estreia nos anos 80). Não é à toa que o papel rendeu a 19ª indicação para Streep.

O resultado é bastante satisfatório. Um elenco entrosado, bastante inspirado no material original e cujo qual não sofre de tantos altos e baixos. Não é melhor do que Chicago, mas com certeza é o conto de fada mais corajoso da Disney.

Resenha: "Grandes Olhos" não é o típico "Tim Burton", mas Amy Adams convence



Bom, se você é como eu e associa o nome "Tim Burton" a tudo que é macabro, estranho, obscuro, você vai estranhar seu novo filme, Grandes Olhos. Por quê? Bom, a história da artista Margaret Keane, conhecida por suas pinturas de crianças com olhos desproporcionalmente grandes, não é nem um pouco fantástica, como Alice no País das Maravilhas, ou Frankenweenie. Mas é baseada em fatos reais (já gostou, né?) e até que dá um bom caldo.



Começamos o filme com Margaret (Amy Adams) fugindo com a filha, tentando refazer a vida longe de um marido que não deve ser muito gente boa. Você entenderia que ela aprendeu sua lição, e vai desconfiar um pouco mais de homens da próxima vez, mas aí Walter Keane (Christoph Waltz) cruza seu caminho, eles se casam, ele é bom de papo, ótimo homem de negócios, e descobre que as pinturas de crianças de olhos grandes de sua esposa são vendáveis. Só que ao invés de dar suporte à esposa, ele se apropria de suas obras e fica famoso às suas custas.



Deixa eu voltar um pouco: estamos na década de 1950/60, gente. Bom, isso deve explicar porque Margaret não botou um fim à farsa, ou melhor, não impediu que ela começasse, forchristsake! Uma mulher cheia de talento coagida pelo marido. Já ouviu a história antes, né? E Amy Adams interpreta muito bem a mulher ingênua, que se torna a esposa submissa devido ao eterno medo (medo de perder a filha, medo de ir para a cadeia, medo de...), sofrendo ameaças constantes do marido espertalhão. E a agonia da personagem é palpável, e tem horas que fica até difícil de assistir ao filme. Me dava nó no estômago, e eu ficava repetindo o tempo todo pra mim mesma, "por que ela não dá o fora?", "por que ela não conta pra todo mundo?". Mas é este suspense, em meio a todo o drama, que faz você ficar pra ver como isso vai acabar.



Uma das falhas do filme é que não temos uma visão mais profunda da vida de nenhum dos personagens. Sabemos do sofrimento da Margaret, mas em nenhum momento sabemos mais sobre ela, nem sobre seu insuportável marido (e tenho que dizer que achei a atuação do Waltz meio caricata), a filha da Margaret aparece e desaparece como se fosse algo descartável (apesar de a Margaret repetir que ela é muito importante em sua vida), e Jason Schwartzman faz um papel tão pequeno que era melhor se ele nem tivesse participado do filme.



Como falei lá no começo, não é o típico filme de Tim Burton. Na verdade, estava esperando alguma coisa fantástica, ou sombria, pipocar a qualquer momento, mas o máximo que ganhei foi a protagonista vendo seus grandes olhos nas pessoas em um mercado. Blah. Bem que ele podia ter ido mais longe. Mas a direção de arte está incrível (aí sim é o velho Burton de guerra e sua equipe), com cenas incríveis de mercados com prateleiras repletas de sopas Campbell's, e bares cheios de fumaça, mulheres com vestidos lindíssimos e carros passeando pelas ruas de São Francisco. Por alguns momentos até pensei estar em um filme de Hitchcock.



Parecer? Vai, vai ver. Vale a pena, sim. O filme não é nenhum Tim Burton, assim como Keane não é nenhum Picasso, mas o filme é bom.

Resenha: "A Entrevista" é muito americanismo para pouca risada



Seth Rogen e James Franco não sairam da mídia nos últimos meses e não foi porque “A Entrevista” (The Interview, 2014), dirigido pelo próprio Rogen e Evan Goldberg, é um grande trabalho em se tratando de comédia americana, pelo contrário, o longa é medíocre e ainda causou polêmicas na mídia mundial. Tudo começou quando supostos hackers à serviço da Coréia do Norte invandiram as redes da Sony - produtora do filme - vazando informações da empresa e pedindo que o filme não fosse lançado e distribuído mundialmente. Segundo as mensagens controversas desses hackers o filme promoveria o terrorismo e o ódio, sendo dever vetar a sua exibição, obviamente isso aguçou as pessoas, afinal o que esse filme trazia que poderia irritar tanto os norte-coreanos?

“A Entrevista” traz James Franco no papel de Dave Skylark, uma espécie de Leão Lobo americano - mais bonitão e estiloso - que apresenta um programa de fofocas fúteis e inúteis de personalidades. Claro que o programa rende altas audiências e por trás disso há Aaron Rapoport, o produtor interpretado por Seth Rogen. A Coréia do Norte é noticiada o tempo todo nos jornais americanos, principalmente pelas excentricidades do presidente/ditador Kim Jong-Un. Skylark descobre que o líder coreano é fã do seu programa e isso vem bem a calhar em um momento que Rapoport procura se afirmar como um jornalista sério e Dave quer fama e ibope, ambos decidem que entrevistar Kim é uma excelente ideia. Obviamente, o governo e o serviço secreto americano vão querer comer a sua fatia do bolo e encarregam os dois paspalhos ao cargo de assassinos do ditador e por fim, salvadores do mundo.



A primeira cena de “A Entrevista” traz uma criança coreana cantando um hino de saudação à Coréia do Norte e ao presidente Kim, em seguida ataca pedindo “que os Estados Unidos explodam numa bola de fogo ardente” entre outros pedidos não merecíveis de serem citados e que ditam o tom da sátira. Em tempos sombrios em que os limites da comédia estão em plena discussão e que vivenciamos, segundo por segundo online, o ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, é muito difícil encarar “A Entrevista” como uma comédia inteligente, polêmica e necessária apesar de poucos lampejos de sobriedade e tentativas de fazer o público rir.

“A Entrevista” até tenta se esforçar criando situações de crítica à política americana e suas formas de resolver as situações de política externa, assim como aos exageros de Jong-Un, mas acaba caindo no clichê onde americanos salvam o mundo mostrando a todos como as culturas diferentes são tolas e esperam ansiosamente para serem libertadas. Kim Jong-Un é uma figura caricata e digna de piadas por si só, há pouco tempo se tornou polêmico quando definiu em 28 os possíveis cortes de cabelo aos homens do país. Rogen e Goldberg tentam usar toda essa excentricidade para deixar claro que Kim não passa de um jovem mimado, que escuta Katy Perry na solidão de um tanque de guerra, coleciona carros de marca e cultiva todo tipo de sonho capitalista, se mostrando por fim um verdadeiro amante da cultura americana, mas que tem em suas mãos uma tradição a ser levada para frente, escravizar o seu povo e quem sabe de quebra dominar o mundo com armar nucleares.



Infelizmente “A Entrevista” não chega nem perto de fazer um humor inteligente com uma das situações políticas mais perto da ficção na atualidade. Todas as situações como forjar jovens bem alimentados e fingir liberdade de imprensa lembram as velhas piadas ao estilo União Soviética-Cuba tão batidas quanto o cinema comercial americano. É um desperdício ver o talento de Franco em um personagem tão exagerado e forçado como Skylark e em roteiro que talvez seja uma das piores comédias que Rogen já atuou. Numa tentativa frustrada o filme tenta mostrar um pouco dos que os americanos realmente pensam sobre o outro: que eles são os maiores, que o mundo todo os idolatra e que sempre virão às telas mostrar a verdade. Mais uma vez, não funcionou.


Bilheteria Brasil - 22/01 a 25/01: "Os Pinguins de Madagascar" permanecem no topo



Mesmo com a estreia de "Busca Implacável 3" nos cinemas brasileiros, "Os Pinguins de Madagascar" permanecem no topo das bilheterias nacionais.

Confira o ranking:

1º - OS PINGUINS DE MADAGASCAR


RendaPúblicoRenda Total
R$ 7.006.130 495.290 R$ 27.046.480


2º - BUSCA IMPLACÁVEL 3


RendaPúblicoRenda Total
R$ 5.914.870 419.940 R$ 5.914.870


3º - LOUCAS PRA CASAR


RendaPúblicoRenda Total
R$ 5.139.560 381.690 R$ 31.631.020


4º - ÊXODO: DEUSES E REIS


RendaPúblicoRenda Total
R$ 2.399.340 152.380 R$ 59.863.520


5º - UMA NOITE NO MUSEU 3


RendaPúblicoRenda Total
R$ 2.070.530 169.070 R$ 27.688.300


6º - OPERAÇÃO BIG HERO


RendaPúblicoRenda Total
R$ 974.410 78.380 R$ 33.692.510


7º - INVENCÍVEL


RendaPúblicoRenda Total
R$ 870.980 54.040 R$ 2.794.300


8º - OS CARAS DE PAU


RendaPúblicoRenda Total
R$ 812.360 63.610 R$ 21.858.200


9º - MINÚSCULOS - O FILME


RendaPúblicoRenda Total
R$ 428.500 30.000 R$ 570.910


10º - FOXCATCHER: A HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO


RendaPúblicoRenda Total
R$ 400.000 22.250 R$ 401.740

Lançamentos: Confira os lançamentos da semana de 22/01/2015



FOXCATCHER - UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO

Depois de várias indicações ao Oscar, Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo chega agora aos cinemas nacionais.

Sinopse: Campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz (Channing Tatum) sempre treinou com seu irmão mais velho, David (Mark Ruffalo), que é também uma lenda no esporte. Até que, um dia, recebe um convite para visitar o milionário John du Pont (Steve Carell) em sua mansão. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua própria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condições necessárias para se aprimorar. Atraído pelo salário e as condições de vida oferecidas, Mark aceita a proposta e, assim, se muda para uma casa na propriedade do milionário. Aos poucos eles se tornam amigos, mas a difícil personalidade de du Pont faz com que Mark acabe seguindo uma trilha perigosa para um atleta.

Confira o trailer:


Leia nossa resenha sobre o filme, por Adam George Fischler.



BUSCA IMPLACÁVEL 3

A Busca Implacável continua e Liam Neeson encabeça a ação desenfreada mais uma vez.

Sinopse: O ex-agente do governo norte-americano Bryan Mills (Liam Neeson) tenta tornar-se um homem família, mas vê tudo ruir quando Lenore (Famke Janssen) é assassinada. Acusado de ter cometido o crime, ele entra na mira da polícia de Los Angeles. Desolado e caçado, ele tenta encontrar os verdadeiros culpados e proteger a única coisa que lhe resta: a filha Kim (Maggie Grace).

Confira o trailer:


Leia nossa resenha sobre o filme, por Thaís Wansaucheki.



ANTES DE DORMIR

Nicole Kidman e Colin Firth repetem a parceria de Uma Longa Viagem no suspense Antes de Dormir.

Sinopse: Dia após dia, Christine Lucas (Nicole Kidman) desperta sem se lembrar de absolutamente nada que aconteceu em sua vida nos últimos 20 anos. Isto acontece devido a um acidente sofrido uma década atrás, que fez com que seu cérebro não consiga reter as informações recebidas ao longo do dia. Com isso, cabe ao seu marido Ben (Colin Firth) a tarefa de relembrá-la de sua vida, através de um mural de fotos e detalhes do passado. Além disto, ela passa por uma terapia sigilosa com o dr. Nasch (Mark Strong), que procura incitá-la a ter lembranças sobre o que aconteceu. Só que, aos poucos, ela percebe que nem tudo é o que parece ser.

Confira o trailer:


Leia nossa resenha sobre o filme, por Felipe Sclengmann.



MINÚSCULOS

A animação Minúsculos finalmente chega aos cinemas brasileiros.

Sinopse: Em uma pacífica clareira, entre as sobras de um piquenique, começa uma batalha entre duas tribos de formigas em busca de uma caixa de açúcar. Uma jovem e corajosa joaninha acaba sendo capturada no meio do fogo cruzado e torna-se aliada das formigas negras, ajudando na luta contra as terríveis formigas vermelhas.

Confira o trailer:




TIMBUKTU

O indicado ao Oscar pela Mauritânia chega aos cinemas nacionais.

Sinopse: Julho de 2012, em uma pequena cidade no norte de Mali, controlada por extremistas religiosos. Uma família tem sua rotina alterada quando um pescador mata uma de suas vacas. Ao tirar satisfação sobre o ocorrido, Kidane (Ibrahim Ahmed dit Pino) acaba matando o tal pescador. Tal situação o coloca no alvo da facção religiosa, já que cometera um crime imperdoável.

Confira o trailer:




AMOR, PLÁSTICO E BARULHO

O drama brasileiro Amor, Plástico e Barulho chega aos cinemas.

Sinopse: Shelly (Nash Laila) é uma jovem dançarina que tem o grande sonho de se tornar cantora de Brega (estilo musical popular do nordeste brasileiro). Ela entra para o show business em busca de fama e fortuna mas, inserida em um mundo onde tudo é descartável, incluindo o amor e as relações humanas, ela vai encontrar grandes dificuldades para atingir a fama. Seguindo os passos de Jaqueline (Maeve Jinkings), sua companheira de banda e musa inspiradora, ela pretende virar uma grande cantora de música Brega.

Confira o trailer:




14 ESTAÇÕES DE MARIA

O drama alemão 14 Estações de Maria chega agora aos cinemas brasileiros.

Sinopse: Maria (Lea Van Acken) se encontra dividida entre dois mundos. Na escola, a menina de 14 anos tem todos os interesses típicos de uma adolescente de sua idade, mas quando está em casa com a família, ela precisa seguir com rigidez os tradicionais ensinamentos católicos. Qualquer coisa que Maria faça ou pense deve ser examinado por Deus, o que a deixa com um medo constante de cometer algum pecado. Preocupada em agradar a todos, a menina logo se vê em meio ao fogo cruzado: como conciliar seus sentimentos pelo colega de classe com seus votos de pureza em nome de Deus?

Confira o trailer:

Resenha: Em "Foxcatcher" o diretor cria um retrato sombrio do sonho americano



Assim como fez no excelente Capote (em um já distante 2005), o diretor Bennett Miller cria um retrato sombrio do sonho americano e prova mais uma vez ser mestre na direção de atores.



O filme retrata a história real de dois irmãos, ambos medalhistas olímpicos, que se envolvem de forma peculiar e trágica com um ricaço entediado tentando mostrar seu valor para a mãe. Mark Ruffalo se sobressai como o irmão mais velho e espécie de figura paterna para o irmão mais novo (um decente Channing Tatum), mas o filme é quase todo de Steve Carrel. Ele cria um dos personagens mais patéticos e ameaçadores que eu já tive a chance de ver no cinema, alternando entre a relação quase doentia com a matriarca (algo que chegou a me lembrar de Psicose) e sua obsessão com o vencer sempre, a qualquer custo.

Com ritmo lento, mas nunca cansativo, Miller leva todo o tempo necessário para que seus personagens se desenvolvam, aumentando a tensão em direção ao final que aponta diretamente para a jugular do espectador.



Sendo de uma frieza e melancolia fora dos padrões comerciais norte-americanos (algo que justifica o fracasso financeiro do filme) Foxcatcher talvez seja a obra mais injustiçada nas premiações deste ano, algo que nem de longe tira seu imenso valor como cinema de qualidade.

Escolha perfeita para um final de sábado cinza e chuvoso, em dobradinha com o já citado Capote.