Resenha: O Verão Inesquecível de "Wet Hot American Summer: First Day of Camp"



Se pra muita gente um dia é pouco, tente imaginar o que pode acontecer em 24 horas no acampamento de verão Firewood, no interior de Maine nos Estados Unidos.



A nova série original do serviço de streaming da Netflix traz de volta os personagens do filme Mais Um Verão Americano, que estreou em 2001. Naquela época os besteiróis estavam tão em alta quanto os vampiros estavam até pouco tempo, e também eram responsáveis por apresentar jovens atores que estavam tentando uma grande chance, só que o filme em questão foi bombardeado por críticas negativas, mas com o tempo ganhou fãs e se tornou um filme cultuado, um clássico digno de Sessão da Tarde.



Há uma cena do filme em que o então desconhecido Bradley Cooper, de O Lado Bom da Vida, em uma de suas poucas falas, diz que seria legal todos os amigos do acampamento combinarem de se encontrar dez anos depois daquele verão. Bem, demorou 14 anos desde essa fala, e os criadores Michael Showalter e David Wain foram corajosos de negociar com os atores para voltarem aos seus papéis, até porque muitos hoje se tornaram grandes estrelas, como Paul Rudd (Homem-Formiga), Elizabeth Banks (Jogos Vorazes), Amy Poehler (Parks & Recreation) e o próprio Bradley Cooper, que ganham um destaque maior na trama da série, por serem mais conhecidos do grande público de hoje.



A história do seriado se passa no primeiro dia de acampamento do verão de 1981, semanas antes do ocorrido no filme original, e ganha ainda mais um ar alucinante e nostálgico dos anos 80, afinal todos os estereótipos estão ali, do maloqueiro que vira o cara popular, do garanhão que na verdade é virgem, do garoto novo que sofre bullying, até mesmo a jornalista infiltrada para escrever sua grande matéria sobre o acampamento. Realmente transpareceu um clima de acampamento de verão da parte dos atores, que pareciam estar se divertindo mais do que qualquer outra coisa. Muitos deles hoje em seus 40 anos, estão carecas, barrigudos e não tem mais a pele sem nenhuma ruga, mas mesmo assim interpretam os mesmos adolescentes de 16 anos, que já era absurdo em 2001 e agora em 2015 se torna ainda mais hilário. Nos 8 episódios da comédia ultrajante, muitas sub-tramas são apresentadas e nenhuma é menos importante que a outra, abrindo espaço para outros nomes se juntarem ao elenco com personagens inéditos, como Jon Hamm (Mad Men), Kristen Wig (Missão Madrinha de Casamento), Jason Shwartzman (O Grande Hotel Budapeste), Michael Cera (Scott Pilgrim Contra o Mundo) e até Chris Pine (Star Trek).



Todos os clichês e tramas mirabolantes estão presentes, até mesmo os problemas que parecem mortais, como uma gosma tóxica que vai matar a humanidade, são facilmente desenrolados de maneira tão simples que acabam surpreendendo e realmente nos faz gargalhar, mas de uma maneira renovada e não tão forçada como em 2001. A linguagem da série se adapta um pouco ao timing do humor de 2015 e cabe até a aparição de um smartphone de última geração em uma das cenas, porque seria muito mais rápido fazer uma ligação do que passar um fax.



A opção de retornar como formato de série é um passo inteligente para a equipe e também contempla os fãs, que podem ter uma experiência mais completa e ver o desenvolvimento dos personagens levado mais a fundo do que seria em uma sequência de longa-metragem, que provavelmente não faria tanto sucesso.

Nota:


No aniversário de J.K. Rowling e Harry Potter, 10 FILMES para uma infância mágica



Varinhas, feitiços, grandes cachorros, bruxas, fadas, armários que levam a outro mundo, fantasmas e um coração num homem de lata visitaram as casas de muitos de nós!

Para homenagear a criadora de Harry Potter, J .K. Rowling que completa 50 anos hoje, fizemos uma lista com filmes que mechem com a imaginação não só das crianças.

Confira nossa lista de 10 filmes para uma infância mágica!

Qual seu predileto?



O MÁGICO DE OZ
(The Wizard of Oz, 1939, 1h41 min)

Dirigido por Victor Fleming
Com Judy Garland, Frank Morgan, Jack Haley e outros

O Mágico de Oz é o clássico dos clássicos dos filmes fantásticos. O filme, que permanece atual até hoje, é baseado na série de livros de L. Frank Baum, e foi dirigido por Victor Fleming, de E O Vento Levou. No filme, em Kansas, Dorothy (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrisam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?





MARY POPPINS
(Mary Poppins, 1964, 2h14 min)

Dirigido por Robert Stevenson
Com Julie Andrews, Dick Van Dyke, David Tomlinson e outros

Mary Poppins é o filme que lançou Julie Andrews (Noviça Rebelde) ao estrelato. A história é o sonho de todas as crianças e um clássico para adultos também. Londres, 1910. Um banqueiro, George Banks (David Tomlinson), resolve redigir um anúncio pedindo uma babá, após Michael (Matthew Garber) e Jane (Karen Dotrice), seus filhos, mais uma vez sumirem e fazerem Katie Nanna (Elsa Lanchester), a babá, pedir demissão. As crianças também escreveram um anúncio, que difere bastante da babá que George pensa em contratar, tanto que depois de lê-lo o rasga em oito pedaços e joga na lareira, por tê-lo achado fantasioso demais. Porém, os pedaços de papel milagrosamente voam juntos até uma nuvem próxima, onde está uma pessoa muito especial: Mary Poppins (Andrews). No outro dia chegam muitas candidatas para o cargo de babá, mas um vento misterioso as carrega antes de serem entrevistadas. Chega então Mary Poppins, que desce das nuvens até a casa dos Banks, usando um guarda-chuva mágico como pára-quedas. Ela conhece Mr. Banks e concorda em ficar com o trabalho. Michael e Jane ficam fascinados com Mary Poppins, pois ela é exatamente a babá que sempre sonharam.





HISTÓRIA SEM FIM
(Die unendliche Geschichte, 1984, 1h42 min)

Dirigido por Wolfgang Petersen
Com Barret Oliver, Noah Hathaway, Tami Stronach e outros

A viagem que Bastian Balthazar Bux faz em História Sem Fim permanece presente no imaginário de todos que cresceram na década de 80 e 90 graças ao filme de Wolfgang Petersen. Na trama, Bastian (Barret Oliver) é um garoto que usa sua imaginação como refúgio dos problemas do dia-a-dia, como as provas do colégio, as brigas na escola e a perda de sua mãe. Um dia, após se livrar de alguns garotos que insistem em atormentá-lo, ele entra em uma livraria. Lá o proprietário mostra um antigo livro, chamado A História Sem Fim, o qual classifica como perigoso. O alerta atiça a curiosidade de Bastian, que pega o livro emprestado sem ser percebido. A leitura o transporta para o mundo de Fantasia, um lugar que espera desesperadamente a chegada de um herói. A imperatriz local (Tami Stronach) está morrendo e, junto com ela, o mundo em que vive é aos poucos devorado pelo feroz Nada. A única esperança é Atreyu (Noah Hathaway), que busca a cura para a doença da imperatriz com a ajuda de Bastian.





OS FANTASMAS SE DIVERTEM
(Beetle Juice, 1988, 1h32 min)

Dirigido por Tim Burton
Com Michael Keaton, Alec Baldwin, Geena Davis e outros

Em Os Fantasmas Se Divertem, após morrerem quando o carro deles cai em um rio, Barbara Maitland (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se vêem como fantasmas que não podem sair da sua casa de campo na Nova Inglaterra, pois antes que possam ganhar suas asas têm que ocupar a casa como fantasmas pelos próximos cinqüenta anos. A paz é rompida quando Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deitz (Catherine O'Hara), um casal de novos-ricos, compra a casa. Mas os Maitland são inofensivos como fantasmas e os esforços para espantar os compradores acaba em fracasso. E se o casal não fica apavavorado, Lydia Deitz (Winona Ryder), a excêntrica e dark filha deles, pode ver e falar com Barbara e Adam, que contratam os serviços de um Beetlejuice (Michael Keaton), um "bio-exorcista", para apavorar os moradores, apesar de sentirem simpatia por Lydia. Mas logo a situação foge do controle. O filme já é um clássico e introduziu ao mundo o tão lembrado Beetlejuice. Com uma trilha sonora incrível o filme trata o medo de fantasmas de uma forma muito divertida.





CONVENÇÃO DAS BRUXAS
(The Witches, 1990, 1h31 min)

Dirigido por Nicolas Roeg
Com Anjelica Huston, Mai Zetterling, Jasen Fisher e outros

Convenção das Bruxas não poderia dar errado baseado no livro de Roald Dahl (A Fantástica Fábrica de Chocolate) e estrelado por Anjelica Huston (A Família Addams). No filme, após a morte do pai, Luke (Jasen Fisher), 10 anos, é levado por sua avó (Mai Zetterling) para um hotel na Inglaterra. Lá o garoto descobre que um grupo de bruxas está fazendo uma convenção e que pretendem transformar todas as crianças do mundo em ratos. Descoberto, ele acaba virando um roedor junto com outro garoto, mas não desiste de parar o plano da senhorita Eva Ernst (Huston), a líder da convenção das bruxas.





ABRACADABRA
(Hocus Pocus, 1993, 1h36 min)

Dirigido por Kenny Ortega
Com Bette Midler, Sarah Jessica Parker, Kathy Najimy e outros

Abracadabra era para ter sido um filme lançado direto na TV, mas seu roteiro acabou chamando atenção dentro da Disney, fazendo o filme chegar aos cinemas em 1994. O sucesso foi grande e muitos almejam por uma continuação ainda hoje. Inclusive o elenco que conta com Bette Midler e Sarah Jessica Parker (que fez muito sucesso posteriormente com o seriado Sex and The City). Na trama de Abracadabra, Winnie (Midler), Sarah (Parker) e Mary (Kathy Najimy) são três bruxas do século XVII, que chegam ao século XX após seus espíritos serem evocados no Dia das Bruxas. Banidas há 300 anos devido à prática de feitiçaria, elas estão dispostas a tudo para garantir sua juventude e imortalidade. Porém precisarão enfrentar três crianças e um gato falante, que podem atrapalhar seus planos.





HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL
(Harry Potter and the Philosopher's Stone, 2001, 2h22 min)

Dirigido por Chris Columbus
Com Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson e outros

Não só por ser o motivo da lista, mas por ser um marco dos filmes "mágicos", Harry Potter e a Pedra Filosofal foi e ainda pode ser considerado um fenômeno literário e cinematográfico. Um elenco mirim dando o seu melhor, cercado por um grupo de adultos extremamente competente fazem do filme uma fantasia mágica de primeira. Na trama, Harry Potter (Daniel Radcliffe) é um garoto órfão de 10 anos que vive infeliz com seus tios, os Dursley. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente Harry é impedido de ler a carta por seu tio Válter (Richard Griffiths), mas logo ele recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, que chega em sua casa para levá-lo até a escola. A partir de então Harry passa a conhecer um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo as mais diversas aventuras com seus mais novos amigos, Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).





AS CRÔNICAS DE NÁRNIA - O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA
(The Chronicles of Narnia : The Lion, the Witch and the Wardrobe, 2005, 2h23 min)

Dirigido por Andrew Adamson
Com Georgie Henley, Skandar Keynes, Anna Popplewell e outros

As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa é a primeira adaptação da série de C.S. Lewis e, pelo menos até aqui, ainda é a melhor. A grandiosidade do filme é perceptível nos efeitos e cenários que foram escolhidos a dedo pós o sucesso de O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Na trama, Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley) são quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena 2ª Guerra Mundial. Eles vivem na propriedade rural de um professor misterioso, onde costumam brincar de esconde-esconde. Em uma de suas brincadeiras eles descobrem um guarda-roupa mágico, que leva quem o atravessa ao mundo mágico de Nárnia. Este novo mundo é habitado por seres estranhos, como centauros e gigantes, que já foi pacífico mas hoje vive sob a maldição da Feiticeira Branca, Jadis (Tilda Swinton), que fez com que o local sempre estivesse em um pesado inverno. Sob a orientação do leão Aslam, que governa Nárnia, as crianças decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio de Jadis.





NANNY MCPHEE - A BABÁ ENCANTADA
(Nanny McPhee, 2005, 1h37 min)

Dirigido por Kirk Jones
Com Emma Thompson, Colin Firth, Angela Lansbury e outros

Emma Thompson adaptou o roteiro de Nanny McPhee - A Babá Encantada com um belo grau de inocência e magia e por isso faz o filme figurar nesta lista. Sua interpretação, além disto, é cativante e te faz apaixonar-se pela feia babá do título. No filme, Cedric Brown (Colin Firth) tem 7 filhos: Simon (Thomas Sangster), Tora (Eliza Bennett), Eric (Raphael Coleman), Lily (Jennifer Rae Daykin), Christianna (Holly Gibbs) e a bebê Aggy, que podem ser consideradas as crianças mais malcriadas do planeta. A mãe deles morreu há um ano e a tia Adelaide (Angela Lansbury), que ajuda Cedric complementando seu salário na funerária em que trabalha, ameaça cortar a pensão caso ele não se case dentro de um mês. Cedric não quer contar a verdade aos filhos, pois teme que caso se afunde em dívidas perca a guarda deles e não quer deixá-los preocupados. Porém, quando eles descobrem que em breve terão uma madrasta, pioram ainda mais de comportamento como protesto por achar que o pai não gosta mais deles. Após forçarem o pedido de demissão da 17ª babá, Cedric mais uma vez ouve a sugestão de que contrate a babá McPhee (Thompson). O problema é que ele não tem a menor idéia de como encontrá-la. Até que, numa noite qualquer, ela de repente surge à porta da casa. Após aceitar o emprego, a babá McPhee fica decidida a pôr os garotos na linha, fazendo com que eles provem um pouco do seu próprio remédio.





STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA
(Stardust, 2007, 2h02 min)

Dirigido por Matthew Vaughn
Com Charlie Cox, Claire Danes, Robert De Niro e outros

O diretor Matthew Vaughn (que posteriormente realizou Kick-Ass) faz uma bela fantasia mágica em Stardust - O Mistério da Estrela. No filme, o jovem Tristan (Charlie Cox, que agora é mais conhecido como o Demolidor da Netflix) tenta conquistar o amor da bela e fria Victoria (Sienna Miller) indo em busca de uma estrela cadente. A jornada o leva a uma terra esquecida e misteriosa, além dos muros da cidade. Porém Tristan não é o único atrás da estrela cadente. Os quatro filhos do rei de Stormhold (Peter O'Toole) e os espíritos de seus três filhos já falecidos também estão atrás dela, assim como a feiticeira Lamia (Michelle Pfeiffer), que deseja usá-la para recuperar a juventude. Para enfrentar todos estes concorrentes Tristan precisará ganhar o amor da estrela, que se transformou em uma garota chamada Yvaine (Claire Danes).

Resenha: "Magic Mike XXL" mostra uma última dança em grande estilo



Muito mais movimentos e menos história do que o primeiro longa, "Magic Mike XXL", novo filme estrelado por Channing Tatum, é no mínimo uma promessa de diversão.



Mike (Tatum) está novamente reunido com os Kings of Tampa para uma última apresentação. Todos estão em busca de algo novo mas querem se despedir do palco e dos amigos em grande estilo, por isso, eles dirigem rumo a uma convenção de strippers para finalizar esse capítulo. No caminho até lá, surgem algumas dificuldades que os fazem pedir ajuda a Rome (Jada Pinkett Smith), uma antiga amiga de Mike que comanda uma casa de strip. Ela os ajuda a garantir que o final da jornada será inesquecível tanto para o grupo como para toda a plateia que os assiste. E consegue.



A trama do filme tende para o lado cômico, sem muita história para desenvolver, diferente do primeiro filme. Vemos os personagens superarem algumas dificuldades mas mesmo assim é com mais humor do que seriedade.

As danças definitivamente são o foco e superam todas as expectativas pois os atores sabem o que estão fazendo! Além disso, as filmagens permitem que o expectador veja a cena como um todo, sem focar nos detalhes, o que, quando se trate de um filme baseado em performances, deixa tudo incrivelmente interessante.



Vale a pipoca e apesar de os personagens dançarem para todos, é mais indicado para a mulherada!

Nota:


Resenha: "D.U.F.F." é uma comédia que questiona se vale mais a pena agradar os outros ou ser você mesma



As chances de você ter passado pela adolescência se sentindo deslocado, diferente, querendo ser como os outros, os populares, mas ao mesmo tempo ser você mesmo, são grandes. Todos já foram adolescentes esquisitos e se sentindo uns losers rs faz parte do processo. Antes que você pense que “lá vem mais uma comédia sobre o colegial onde a moça patinho feio sofre uma transformação fashion e fica com o cara mais gato da escola”, tire essa ideia da cabeça.



The Duff brinca com os estereótipos normalmente retratados nesses filmes. A começar pela protagonista Bianca Piper, que é interpretada por Mae Whitman. Bianca é uma moça viciada em filmes de terror, bonita, inteligente, que não usa maquiagem, veste-se em camisetas com referência cult e tem um senso de humor mais irônico. Ela é a melhor amiga de Jess (Skyler Samuels) – gentil, aspirante a designer de moda e toda zen – e Casey (Bianca Santos) – a durona, hacker, esportista, que também são duas das garotas mais lindas do colégio.



Bianca tem uma paixonite por Toby Tucker (Nick Eversman) - pausa para rir muito com a introdução de Toby -, um cara com um cabelo esvoaçante e que toca violão. Sua mãe (Allison Janey) é uma mulher que superou sua separação escrevendo um livro de autoajuda e dando palestras motivacionais, mas que não consegue conversar de fato com a filha sem deixar de despejar seu discurso de costume. E Madison (Bella Thorne) é a “rainha” do colégio, a típica pessoa que você sabe que vai atingir seu máximo no colegial porque é a época mais importante de suas vidas – ou é o que ela pensa.



Bianca acredita que não existem mais divisões de panelinhas como antigamente, mas seu mundo vem abaixo quando Wesley Rush (Robbie Amell), o bonitão do colégio que também é seu vizinho, explica que ela, segundo a teoria, é a Duff do grupo das amigas – Duff seria abreviatura para “amiga designada gorda e feia”. Ela surta ao ver que a teoria tem fundamento e corta relações com as amigas e pede ajuda a Wesley para conseguir falar com Tobey.



A partir daí, o filme vai construindo e desconstruindo muitos estereótipos dos típicos filmes adolescentes, como Bianca tendo dificuldade para falar com Tobey, mas se imaginando dando uns pegas nele (hahahhah) e Wesley sendo o cara popular aparentemente bobão, mas que também está lidando com seus próprios problemas e não é tão imbecil assim.



The Duff consegue mostrar a visão feminina e a masculina, colocando todos os pré-conceitos em xeque e de forma honesta e muito bem humorada. E nos dá uma protagonista carismática, sensível, divertida, gente como a gente, com a qual conseguimos nos identificar e que nos dá um banho de moral – no melhor sentido – quando chega a uma conclusão depois desse “experimento”. Não quero falar muito para não estragar, porque spoiler hoje em dia é crime inafiançável rs mas esse é um filme para reafirmar o quanto é importante ser fiel a si mesma; como às vezes podemos fraquejar e ter dúvidas em seguir o caminho mais tortuoso e ser diferente da maioria; mas como é maravilhoso se descobrir feliz na sua própria pele.

Nota:


Resenha: "Sobrenatural: A Origem" vai te assustar, mas pode não convencer os fãs da franquia



O diretor James Wan anda arrasando nos filmes de terror. Ano passado ele veio com três filmes incríveis (dirigiu Sobrenatural: Capítulo 2 e Invocação do Mal, produziu Annabelle) e quando Sobrenatural: A Origem foi anunciado (apesar do James Wan ser apenas o produtor, droga!!), os fãs piraram (eu entre eles, lógico!). E a gente sabe que o pior problema quando vamos ver um filme é a expectativa, né? E por mais que eu tenha gostado deste novo filme da incrível franquia, eu não amei o resultado. E os fãs vão concordar comigo. Vem ver por quê :)



No filme, acompanhamos Quinn Brenner, que recentemente perdeu a mãe, em uma visita a Elise Rainier (Lin Shaye), nossa conhecida de outros carnavais. Quinn quer fazer contato com a mãe e Elise, apesar da resistência, tenta ajudar a garota. Alguma coisa não dá muito certo e Quinn começa a ser atormentada por um espírito maligno. Elise é a única esperança de Quinn, mas ela precisa primeiro lidar com seus próprios demônios, entre eles a Noiva de Preto, que está furiosa desde que Elise libertou o pequeno Josh de sua influência (fãs entenderão!).



Ok, ok. Contando assim, parece até que temos bastante história pra curtir um filmão, certo? Errado! É só isso mesmo que temos. Falo "só isso" porque nos dois outros filmes da franquia tivemos muita história pra curtir. Neles, não tínhamos apenas espíritos malignos que atormentavam pessoas e ponto. Tínhamos toda uma abordagem da história desses espíritos, uma análise profunda de suas motivações, a resolução de problemas e a libertação desses espíritos. Ou seja, um filme de terror bem amarradinho, com muita coisa pra você digerir, daqueles que dá vontade de ver de novo. E este terceiro capítulo? Bom, o espírito maligno é maligno, e ponto.



Mas de uma coisa não posso reclamar: o filme entrega os sustinhos. E não são "sustinhos", tenho que ser justa: são sustões! E o timing está mais-que-perfeito, pois eles abusaram dos momentos em que você não está esperando tomar um susto. Em O Chamado, lembra da cena em que Rachel e a irmã estão na cozinha, falando sobre como a garota foi encontrada no guarda-roupas e de repente eles colocam a imagem dela? De repente, sim! Lembro que a primeira vez que vi a cena, que pipocou do nada na tela, quase morri do coração. Então, os sustinhos neste filme são do mesmo calibre.



Bom, não deixe de conferir o filme. Se você é fã, vai sair reclamando da história, mas tenho certeza de que o resultado vai agradar, pelo menos. Se não é fã, aí melhor, vai gostar mais ainda do filme.

Nota:


Resenha: A comédia "Beijei uma Garota" aborda um tema complicado de forma descabida



Já existiram comédias românticas de relacionamento de tantos temas que quase nenhum filme do gênero traz um novo frescor ao mesmo. Casamentos, separações e crises já foram abordados nos mais diferentes títulos. Mas não é a comédia romântica francesa Beijei uma Garota que será lembrada como novidade no gênero cinematográfico.



No filme, homossexual convicto, Jérémie (Pio Marmaï, de A Delicadeza do Amor) um dia acorda ao lado de uma bela e sedutora jovem sueca (a novata Adrianna Gradziel), que conheceu em uma noite de bebedeira. A situação o coloca em pânico, já que está prestes a oficializar o casamento com Antoine (Lannick Gautry, de A Gaiola Dourada), seu companheiro há 10 anos. Tentando entender a súbita atração que sente, Jérémie volta a procurá-la e vê a situação se complicar cada vez mais.



A premissa, para qualquer gay, é estapafúrdia. A possibilidade de um gay acordar ao lado de uma mulher e ainda ficar na dúvida se deve mesmo casar com seu companheiro de 10 anos ou não, inexiste. E mesmo que você retruque que trata-se de uma comédia, para mim, enquanto gay, faz com que "leigos" pensem que há a possibilidade da escolha e que eu poderia escolher acordar em um relacionamento heterossexual (não comentando e aprofundando no fato de existirem bissexuais a rodo por aí).



Não desmereço o filme tecnicamente, pois ele é impecável. Mas preferiria que ele não tratasse um tema delicado de forma tão leviana e descabida. O filme tinha tudo para se sair bem, mas erra feio no que se propõe.

Nota: