O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

"O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" não é um filme ruim, mas é o pior dos seis da Terra Média

11.12.2014 │ 17:09

11.12.2014 │ 17:09

"O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" não é um filme ruim, mas é o pior dos seis da Terra Média

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos não é um filme ruim, mas é o pior dos seis que se passam no universo imaginário criado por J.R.R. Tolkien.

O principal motivo e mais problemático: O sucesso de Uma Jornada Inesperada levou a Warner Bros. a crescer os olhos sobre a nova empreitada de Peter Jackson e transformar o que seriam dois filmes em três. O resultado é um segundo filme cujo final se encontra no prólogo de A Batalha dos Cinco Exércitos, sem necessidade. E uma Batalha cujos objetivos se alongam demasiadamente e se perdem a cada novo exército apresentado em tela.

Os personagens, com exceção de Thorin – Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage) e Bard (Luke Evans), apesar de todo tempo a mais que ganharam com a criação de uma trilogia, pecam em desenvolvimento. O rei elfo Thranduil (Lee Pace), pai de Legolas (Orlando Bloom), é o principal exemplo. Sua motivação para entrar na batalha do título é apresentada novamente apenas durante a batalha, uma vez que essa motivação é algo que não ficou tão clara durante os longas anteriores, dada essa falta de desenvolvimento.

Outro motivo é o fator de comparação. Quando se tem uma trilogia concisa como a de O Senhor dos Anéis, onde os filmes foram um crescendo de qualidade, culminando com as 11 estatuetas conquistadas no Oscar pelo filme, o mesmo se espera dessa trilogia. E nesse desfecho, o que mais chama atenção são justamente as amarras criadas entre essa trilogia e a anterior, sem tentar que o filme se sustente por si só.

Tecnicamente não há o que discutir. Fotografia, figurino, direção de arte, trilha sonora e efeitos especiais são esteticamente impecáveis e inquestionáveis. O problema é o roteiro se basear apenas nesses pilares ao invés de usar essa parte técnica em prol de contar melhor a história que se propõe.

O filme conta com a nostalgia do espectador para emocionar e talvez um fã de primeira viagem se decepcione por não conhecer O Senhor dos Anéis mais a fundo. Os fãs de carteirinha, sem sombra de dúvidas, vão se excitar novamente com mais essa viagem a Terra Média. Seria preferível que o tour fosse mais aproximado de um O Retorno do Rei, mas mesmo assim, está valendo a passagem!

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