007 Contra SPECTRE

05.11.2015 │ 14:27

05.11.2015 │ 14:27

Em 007 Contra Spectre, Daniel Craig personifica mais uma vez o agente secreto mais charmoso a serviço da Coroa Britânica. Além dele, Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris voltam a interpretar, respectivamente M, Q e Moneypenny, auxiliando Bond a combater uma associação criminosa mundial, chamada SPECTRE.

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Nesta nova trama, James Bond tem que combater três inimigos: C (Andrew Scott, de O Resgate do Soldado Ryan), um político que deseja unificar as inteligências mundiais, tornando o Big Brother global e extinguindo o serviço 00; Oberhauser (Christoph Waltz, de Django Livre), um inimigo intelectual, cabeça da organização criminosa terrorista; e Hinx (Dave Bautista, de Guardiões da Galáxia) um inimigo força bruta. Este último vilão, nas cenas de lutas, potencializa a característica mais associada à interpretação de Craig na pele do espião: uma certa truculência não vista nas atuações dos seus antecessores, alvo de criticas ferrenhas de uma legião de fãs do elegante espião criado por Ian Fleming em 1953.

As mulheres sensuais estão presentes: uma Bond Woman, interpretada pela madura e bela Monica Bellucci (Matrix Reloaded), no papel de Lucia, tornada viúva pelas mãos do próprio espião, e uma Bond Girl, Madeleine Swann (Léa Seydoux, de Azul é a Cor Mais Quente), peça-chave para Bond desmantelar a organização criminosa.

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O diretor Sam Mendes (007 — Operação Skyfall) homenageia os filmes desta nova era, iniciada com 007 Casino Royale (2006), trazendo personagens e circunstâncias dos três filmes que antecedem Spectre.

A bela música de abertura, melancólica na voz de Sam Smith, dá o tom para o enredo do filme, que aborda os traumas vividos por Bond e as cicatrizes deixadas em seu passado, mas sem a mesma densidade dos falsetes do cantor. As cenas apoteóticas de ação continuam marcando a obra, com destaque para a abertura, que não é superada nem no climax do filme.

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Gadgets, perseguições de carros e tantas outras características da série estão presentes, mas o ponto que traz um leve amargor a esta mistura é o fato que até as circunstâncias do roteiro demonstram a previsibilidade de que Bond sempre escapará das situações mais estapafúrdias.

Daniel Craig havia dito que este deveria ser seu último papel como 007, mas posteriormente confirmou que seu contrato prevê um último filme — o vigésimo quinto da franquia — e declarou que continuará interpretando o personagem enquanto for fisicamente capaz. Talvez esta seja a hora de deixar outro ator vestir o terno do personagem.

Nota:

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