Capitão América: Guerra Civil

(2016) ‧ 2h27

28.04.2016

"Capitão América: Guerra Civil" é o melhor filme da Marvel até aqui. Pronto! Falei isso novamente

A cada um ou dois lançamentos da Marvel Studios há a afirmação de que aquele é o melhor filme do estúdio até ali. Capitão América: Guerra Civil continua com a máxima e a leva adiante mais uma vez.

Quando Os Vingadores estreou em 2012, ele era o evento no qual o Universo Cinematográfico Marvel culminava: a união (por assim dizer!) de seus quatro personagens principais (até ali), contra uma colossal ameaça global. Desde então, o estúdio lançou sequências de qualidades diversas (de boas à ótimas) e introduziu novos heróis, mas em matéria de dosar sua ação com a humanidade de seus personagens, nunca superou o primeiro filme de Joss Whedon para o estúdio. Pelo menos até esta sequência!

Capitão América: Guerra Civil é o melhor filme da Marvel até aqui. Pronto! Falei isso novamente… principalmente porque ele faz o que a Marvel sabe fazer de melhor: foca na humanidade de seus personagens e dá a cada um deles o tempo para brilhar em tela enquanto ainda move a trama geral de todas as franquias em frente.

No filme, Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron, em Sokovia, visto em Vingadores: Era de Ultron, fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Guerra Civil se dá bem justamente onde há falhas em Batman vs Superman: A Origem da Justiça (que eu tinha prometido para mim mesmo evitar comparações, mas não tem como!): na apresentação dos seus novos personagens. Enquanto BvS apenas jogou personagens como Flash, Cyborg e Aquaman, utilizando-os como fan service e dizendo que existe um Universo Cinematográfico Estendido DC, a Marvel coloca o Pantera Negra e seu novo Homem-Aranha no meio da ação. E posso dizer que ambos os personagens, junto com o retorno do Homem-Formiga e do Soldado Invernal, são as melhores coisas do filme.

Apesar de podermos sim considerar Guerra Civil como Vingadores 2.5, o filme consegue seguir adiante com a história do Capitão América, novamente confrontando-o com suas origens através da sua amizade com Bucky Barnes (o Soldado Invernal), fechando um arco iniciado na década de 40, em O Primeiro Vingador, primeiro longa do herói.

Como o cenário é muito maior do que apenas a amizade entre Capitão América e Soldado Invernal, assim como em BvS, a discussão gira em torno do impacto que os heróis possuem na sociedade que os cerca. Mas enquanto o filme concorrente optou por endeusá-los e fazer um estudo sobre os personagens a partir daí­, os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely, que trabalharam em O Soldado Invernal, optam por colocar os heróis em uma posição dúbia, para que eles se autoquestionem sobre seu impacto no mundo. Esta opção pelo autoquestionamento humaniza-os e nos aproxima deles (na medida que podemos nos sentir próximos de heróis tão poderosos).

Com um vilão novamente mal construí­do na figura de Zemo (já tradição na Casa das Ideias, que não constrói bons vilões nos cinemas, com exceção de Loki), fica a questão de quem precisa de um vilão quando Steve Rogers e Tony Stark são ambos protagonistas e ao mesmo tempo antagonistas?

Apesar de ter gostado, e muito, de BvS, esqueça-o! Aqui você tem: Homem-Formiga vs Homem-Aranha, Gavião Arqueiro vs Viúva Negra, Feiticeira Escarlate vs Visão, Soldado Invernal vs Pantera Negra e (claro!) Capitão América vs Homem de Ferro. E isso é o que você pode chamar realmente de filme-evento (até aqui!).

P.S.: Há duas cenas pós créditos no filme, uma no meio e outra ao final deles.

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AUTOR

Felipe Fornari

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