Chegamos ao ilustre final da segunda temporada de X-Men ’97 e, assim como no grupo inicial de episódios, tanto os fãs que acompanham os mutantes há décadas como os recém-chegados ao universo dos discípulos de Charles Xavier têm todos os motivos para ficarem muito satisfeitos.
Depois de conseguirem evitar uma catástrofe planetária, o grupo é separado em dois por uma grande fenda temporal. Enquanto alguns estão perdidos no Egito antigo (3.000 a.C.), outros estão no futuro (3.960 d.C.), mas ambos precisam lidar com um conhecido e terrível adversário, ninguém mais, ninguém menos que o vilão Apocalipse. Não bastasse a grande dificuldade de impedir, em um momento, a ascensão do inimigo e, em outro, o ápice de seu domínio, os X-Men ainda precisam encontrar uma forma de voltar para casa sem interferir nas linhas do tempo e colocar tudo a perder.

X-Men ’97 entrega tudo que promete: uma série emocionante, em todos os sentidos, completa (ainda que já com espaço para a terceira temporada em 2027), que premia os espectadores atentos às mensagens não tão escondidas colocadas no roteiro, além de uma identidade clássica mesclada perfeitamente com as capacidades de produção atuais.
Não é só nostálgico, pois a série como um todo não depende apenas da animação lançada nos anos 1990. Ela é uma combinação muito bem elaborada da essência dos mutantes, que permeia os temas de aceitação, luta contínua por igualdade e contra a repressão, além de outros que antes ficavam ligeiramente menos explorados.

Se na primeira temporada tudo começa com a família que Scott e Jean estão formando, nessa temos a chance de acompanhar o luto vivido por Vampira, as origens do Apocalipse e uma extensa discussão sobre o que significa ser um X-Men, promovida pela presença dos grupos X-Force e X-Factor. Isso sem falar nos próprios relacionamentos entre os personagens, sejam amorosos ou fraternais, na tênue linha que separa o bem e o mal, o certo e o errado, o justo e o injusto, e até na própria vida dos heróis, que, literalmente, não estão parados no tempo: estão envelhecendo, mudando, fazendo escolhas, lidando com as consequências delas e, “fora da tela”, acompanhando a promessa de expansão do universo Marvel com louvor. Talvez a única ressalva seja justamente esse ponto: a capacidade que a animação tem de conduzir e amarrar tão bem a trama, algo que outras produções live-action dos X-Men nem sempre conseguiram fazer com a mesma segurança.
Os nove novos episódios estão todos disponíveis na Disney+, e uma dica: assista aos créditos após as fichas dos personagens, como é de praxe da Marvel. Esses segundos a mais revelam possíveis caminhos para os X-Men.





Clique abaixo para ler nossas críticas:



